ROMANCE

Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem diga nem todas, só as de verão.
Mas no fundo isso não tem muita importância.
O que interessa mesmo não são as noites em si, são os sonhos.
Sonhos que o homem sonha sempre.
Em todos os lugares, em todas as épocas do ano,
dormindo ou acordado.

APRENDA O CORRETO!

ENVIADO POR BRINGHA!

E a gente pensa que repete corretamente os “ditos populares"

No popular se diz: Esse menino não pára quieto, parece que tem
bichocarpinteiro. Minha grande dúvida na infância... Mas que bicho é
esse que é carpinteiro, um bicho pode ser carpinteiro? Correto: Esse
menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro. Tá aí a
resposta para meu dilema de infância! EU NÃO SABIA. E VOCÊ?

Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.
Enquanto o correto é: Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo
chão. Se a batata é uma raiz, ou seja, nasce enterrada, como ela se
esparrama pelo chão se ela está embaixo dele?

Cor de burro quando foge. O correto é: Corro de burro quando foge!
Esse foi o pior de todos! Burro muda de cor quando foge? Qual cor ele
fica? Porque ele muda de cor?

Outro que no popular todo mundo erra: Quem tem boca vai a Roma. Bom,
esse eu entendia, de um modo errado, mas entendia! Pensava que quem
sabia se comunicar ia a qualquer lugar! O correto é: Quem tem boca
vaia Roma. (isso mesmo, do verbo vaiar).

Outro que todo mundo diz errado, Cuspido e escarrado - quando alguém
quer dizer que é muito parecido com outra pessoa. O correto é:
Esculpido em Carrara. (Carrara é um tipo de mármore).

Mais um famoso! Quem não tem cão, caça com gato. Entendia também,
errado, mas entendia! Se não tem o cão para ajudar na caça o gato
ajuda! Tudo bem que o gato só faz o que quer, mas vai que o bicho tá
de bom humor! O correto é: Quem não tem cão, caça como gato, ou seja,
sozinho!

Vai dizer que você falava corretamente algum desses?
AMO ESSA MÚSICA! O TÍTULO DA MÚSICA DIZ TUDO!


ESSENCIAL PARA NOSSA PROFISSÃO!

HISTÓRIA DA PSIQUIATRIA

PIADA!

ADORAMOS PIADAS DE LOKINHUS NÉ??

O cara vai passando em
frente a um hospício quando uma
roda do carro se solta. Sem os
parafusos, o que fazer? Um sujeito
que via a cena da janela grita:
— Tira um parafuso de cada
roda, fica com três em cada.
Surpreso com a solução, ele
conserta a roda, mas antes de
partir não resiste à pergunta:
— Vem cá, se você é capaz
de uma idéia tão genial, por
que está aí dentro?
— Ué, sou louco mas não
sou burro.


REFORMA PSIQUIÁTRICA NO BRASIL!

Dr. Jacinto dos Santos*

Uma parte interessante da história da psiquiatria no os "Alienados Mentais", tinham um tratamento mais moral do que cientifíco. Eram castigados, presos a grilhões de ferro, sem tomar sol e muitas vezes espancados. O cuidado, ou a assistência ficava a cargo das freiras. Tanto na Santa Casa de Misericórdia, quanto no tal primeiro hospicio da Praia Vermelha. Então, não existiam psiquiatras, só existiam os médicos "alienistas", os médicos gerais do asilo. Só a partir de meados do século XX é que os médicos conseguiram assumir o poder da assistência. Até então o poder era da Igreja e tinha um cunho "Caritativo ou misericordioso".

Os primeiros psiquiatras brasileiros se formaram na Europa: França e Alemanha. Os grandes passos na Reforma Psiquiátrica Brasileira na seguinte ordem:

1) A construção do hospício na Praia Vermelha, na primeira metade do século XIX;

2) Os psiquiatras brasileiros transformaram na primeira metade do século XX os asilos e hospícios em manicômios sob total responsabilidade dos
psiquiatras;

3) A revolução no campo da psicofarmacologia, a introdução do uso de neurolépticos e dos triciclicos, possibilitando a redução do tempo de internação;

4) A entrada de outros profissionais se deu nos anos 60/70, quando iniciou o movimento da antipsiquiatria;

5) Nos anos 80 diversos setores da sociedade se mobilizam para desenvolver uma ação conjunta visando uma legislação no campo da Saúde Mental que só
veio a acontecer 21 anos depois!!!

6) A Lei 10216 assinada em 2001. Este foi, de fato, o principal marco da Reforma Psiquiátrica Brasileira, pois defende os direitos de cidadania dos portadores de Transtornos Mentais e redireciona as ações no campo da
assistência.

* Jacinto Dos Santos é psiquiatra e trabalha na rede de saúde mental de Niterói e do Estado do Rio de Janeiro. Ele ja trabalhou como psicoanalista, e atualmente é um exemplo trabalho na Reforma Psiquiátrica no Brasil, sob as práticas das grandes renovações na humanizaçãoda medicina e da psiquiatria. Ele cedeu gentilmente este resumo para o fomento da informação web da reforma e da saúde mental.


COMO EU AMO SAÚDE MENTAL, SOU FASCINADO PELO CÉREBRO.

ACHEI BEM LEGAL ESTA MATÉRIA, UMA DE TANTAS OUTRAS QUE VOU POSTAR.

http://www.alternativamedicina.com/historia-da-psiquiatria/reformas-saude-mental.html

Este foi o site que utilizei, para estas informações.



REFORMA PSIQUIÁTRICA NO BRASIL!

.. A impressão que causa uma visita aos serviços de saúde mental atuais dos dois países é que são bem diferentes. Vamos tentar uma descrição de como se chegou a essas formas definitivas outra vez, considerando a lógica social subjacente nas especificidades geográficas.
A integração do louco na cidade surge no Brasil com a virada para outra psiquiatria européia, agora a “italiana”, segundo as experiências de desinstitucionalização que iniciaram-se com Basaglia em Trieste. A idéia é agora oposta a aquela que julgava à cidade como lugar de nascimento dos mais sociais. Então o louco deve sair das colônias e dos asilos para voltar à zona urbana.
A reforma psiquiátrica brasileira coincide com o final gradual da ditadura militar, com as denuncias das praticas asilares e do maltrato institucional por parte dos técnicos. Uma crise social volta à cena para gatilhar transformações que analisaremos no nível geohistórico.
A integração do louco na cidade surge no Brasil com a virada para outra psiquiatria européia, agora a “italiana”, segundo as experiências de desinstitucionalização que iniciaram-se com Basaglia em Trieste. A idéia é agora oposta a aquela que julgava à cidade como lugar de nascimento dos mais sociais. Então o louco deve sair das colônias e dos asilos para voltar à zona urbana.
A reforma psiquiátrica brasileira coincide com o final gradual da ditadura militar, com as denuncias das praticas asilares e do maltrato institucional por parte dos técnicos. Uma crise social volta à cena para gatilhar transformações que analisaremos no nível geohistórico.

Voltando ao nível social na comparação das duas historias sulamericanas, poderia se dizer que uma identificação com os usuários aconteceu tanto no Brasil como na Argentina. No primeiro país, a abertura e a saída gradual da ditadura possibilitou uma identificação “positiva”, uma vontade de sair da opressão do regime militar do mesmo jeito que um paciente quer se liberar da opressão dos manicômios. Na Argentina, o final imprevisto da ditadura apos da guerra das Malvinas arrumou tudo para uma identificação “negativa”, o que acontece quando um hospício fecha de um dia para ou outro: o usuário fica paralisado e não quer ir embora. Então, no Brasil teve o trabalho prévio que é necessário para a volta de alguém à sociedade.

Até aqui, no que diz respeito das comparações entre os sistemas, tomamos como eixo a historia comum, porque seria muito cansativo falar das condições locais, irredutíveis, como as variações demográficas ou alguns aspetos teóricos que são próprios de cada lugar. É possível arriscar que não poderia ter na Argentina hoje uma reforma psiquiátrica do mesmo jeito do que teve no Brasil por varias questões, que são as mesmas ja analisadas.

De um lado as causas políticas que ja foram mencionadas: não teve a mesma resposta que a sociedade brasileira apos da ditadura; e do outro as econômicas: nunca teve na Argentina uma industria manicomial tão estabelecida nos níveis públicos nem particulares. Tem estados onde jamais manicômio nenhum foi construído, mas também não aconteceu a descentralização que é necessária para a instalação duma política com base em todos os territórios.

Então, além dessas questões, as outras formam parte das diferenças idiosincráticas (por exemplo culturais, o contexto internacional, a relação com os técnicos), que são por definição incomparáveis.

Para terminar, a desarticulação das historias da saúde mental dos dois paises, até os anos 70 tão paralelos, pode ter sido consequência então das diferentes reações a crises sociais, nas saídas das ditaduras. Mas desarticulação não pode se julgar como um afastamento no senso duma divergência. A pesar de ter, na Argentina, ampliações dos hospitais psiquiátricos (Beines, 2006), a tendência mostra uma aproximação ao nível da toma de consciência social da situação manicomial. O ritmo lento dessa transformação não altera aquela estrutura geohistórica que começa pelo movimento social para passar à ação no nível geográfico.


ACREDITEM! MAS, AINDA EXISTEM DIVERGÊNCIAS, E DISCRIMINAÇÃO, SOBRE O ASSUNTO!

História da psiquiatria no Brasil.


Autor: Dr. F. Beines

A partir de uma proposta do Hospital Jurujuba de Niterói de apresentar uma monografia comparando os sistemas de saúde brasileiros e argentinos, eu fiquei muito tempo pensando por que tinha havido reforma psiquiátrica no Brasil e não na Argentina. Mas nesse sentido, como fazer possível uma comparação das evoluções das práticas? Para resolver estas questões torna-se necessário uma olhada histórica sobre os processos de mudança, demarcando assim uma lógica que ilumine as diferenças entre os sistemas de saúde atuais. Mas um olhar que tenha como eixo a geografia, para simplificar e assim continuar a pesquisa que começaram os usuários do CAPS.

Os momentos históricos da comparação serão divididos em 3: um momento fundacional das psiquiatrias com a prática de internação, coincidentes além do pouco contato dos especialistas dos dois países; um segundo momento de intercambios; e um último momento, chegando até a atualidade, que aparece a simples vista como de afastamento.

A perspectiva geográfica permite outra reconstrução, que completa a histórica e permite aprofundar na comparação. Assim, a perspectiva geohistórica indaga o grau de determinação da geografia no desenvolvimento humano, e também a ação do homem sobre aquela geografia. Diversas estruturas compõem o percurso geohistórico das adaptações dos modelos européios no Brasil e Argentina, das quais analisaremos as seguintes:

O movimento social: as práticas estabelecendo-se, assim como as manifestações populares ao respeito, compõem um primeiro momento, que desemboca geralmente em algum tipo de legislação ou mudança no plano oficial. Essaenunciação legislativa funda uma ordem territorial ao estabelecer a sua jurisdição. Isso pode bem àconstrução de instituições que só serão ratificadas quando, ao nivel geohistórico sofram ampliaçõessignificativas. Nem Bicêtre nem a Salpetrière foram fundados de forma definitiva, sendo tal vez mais importante o momento da ampliação que Castel (1978) aponta aconteceu no principio do século XIX.

Esta redução teórica tem como objetivo o tratamento destes fatos históricos, não tentando ser linear. De fato quando a linearidade é quebrada será quando as mudanças aconteçam. As práticas estabelecidas rara vez são substituídas completamente, sendo a coexistência delas e aquela não linearidade os objetos deste estudo comparativo entre dois sistemas de saúde mental -que ao mesmo tempo será ilustrativo de algumas diferenças entre a psiquiatria asilar e os movimentos de reforma.

Resulta importante destacar que um olhar geohistórico constitui apenas um meio para a deconstrução das práticas psiquiátricas concebidas no primeiro lugar como fato social, não pretendendo tanto ser uma explicação como uma guia.


Psiquiatria asilar: periodo coincidente

O roteiro pode bem começar nas cidades capitais daquele momento: Rio de Janeiro e Buenos Aires. Segundo Roberto Machado (2002), com o avanço não planificado da cidade os loucos terão seu destino nos hospitais, asilos de mendigos e nas cadeias das antigas Cámaras (chamadas Cabildos na Argentina, antes da independência). Com os processos de 1822 no Brasil e 1810 na Argentina, as idéias importadas da Europa seguem fazendo sucesso, não só na organização política, mas também nos estilos de vida. Por outro lado, Pereira (2006) afirma que o planejamento da cidade começa com a ação dos higienistas no século XIX no Rio de Janeiro, falando que a razão iluminista chega a inventar o urbanismo na Europa -trazido justamente a América do Sul pelos médicos. A Sociedade de Medicina arruma uma Comissão de Salubridade e a cidade passará a ter saúde, doença e funcionar como um corpo.

Em Buenos Aires, Diego Alcorta faz a primeira tese de doutorado sobre um tema psiquiátrico, chamada: “Dissertação sobre a mania aguda”, no ano 1830, tendo a Pinel como a primeira referência. Nesses meses acontece no Rio de janeiro um censo dos loucos, organizado por outra comissão da Sociedad de Medicina. Isso constitui, segundo Paulo Amarante (1991), a primeira referência da medicalização da loucura, tal como acontecia na França.


Aquele é, por tanto, o contexto do inicio da institucionalização da loucura. Tanto na Argentina como o Brasil, esse inicio tem relação com as primeiras organizações de beneficência.
Agora é, então, que o percurso geográfico vai se especificar ainda mais, dentro das cidades que tem que lidar com os loucos. É o segundo momento, aquele da enunciação legislativa.

Segundo Pereira (2006), o Hospício Pedro II e o atual cemitério São João Batista são planejados em Botafogo por ficar na periferia da cidade –mas não fora da cidade. Na realidade, o hospício será inaugurado no ano 1852 na Praia Vermelha do Rio de Janeiro, a poucos centos de metros do lugar onde Estácio de Sá fundou a cidade primitiva. O hospício dependia num inicio da Santa Casa da Misericordia e dos religiosos que a administravam.

É o primeiro manicômio de América do Sul, e surge também pelo maltrato que os loucos sofrem nos porões da Santa Casa, segundo Teixeira (1998). O decreto para a fundação do hospício foi do 18 de julho de 1841, no momento da solene coroação do Imperador Pedro II, mostrando assim para Europa que o Brasil também era moderno (Teixeira, 1998). Onze anos apos do decreto, a nova construção é monumental, o mobiliário e as instalações de qualidade somente são para pensionistas particulares (Amarante, 1991).

Dos anos depois da inauguração do Pedro II, a Sociedade de Beneficência da Argentina inaugura o primeiro hospício psiquiátrico, chamado Hospital Nacional de Alienadas, que ja fora planejado no ano 1852. O lugar fica também a menos de um kilometro do lugar onde a primitiva Buenos Aires foi fundada mais de 300 anos antes. Com aqueles 3 séculos, tanto a burguesia argentina como a brasileira achava nesses lugares novos bairros para morar ou para ter um sitio (atuais Botafogo e San Telmo). Ruinas duma parede do atual prédio da UFRJ, na da Praia Vermelha, datam do século XVI (Cláudio Henrique, 2004), mostrando que o local do hospício foi habitado desde cedo, tal vez por soldados de Estácio de Sá.


Quando Rio de Janeiro foi mudado por Mem de Sá para o Morro do Castelo, o hospital geral foi construído bem perto, na beira mar. Em Buenos Aires, também foi inaugurado o Hospital San Martín perto do porto, para facilitar o atendimento dos doentes de ultramar, provavelmente planejado para evitar o espetáculo dos pacientes caminhando pelas ruas. Uma certa idéia de como a cidade seria no tempo foi o que levou a estas mudanças, nas duas cidades, para zonas mais altas, sem se afastar dos portos, onde tiver espaço para acrescentar ruas e prédios e fundar, assim, um centro e uma periferia.

Então a loucura acha o seu lugar na volta para as cidades primitivas, tendo assim uma nova fundação. Aquelas construções vão precisar ser usadas para sobreviver até nossos dias. Para isso foram necessárias melhoras arquitectonicas que só aconteceram apos duma ampliação no nível teórico, académico. Então, dentro da instituição, a cadeira de “Doenças Nervosas e Mentais” surge em 1881. Na realidade, segundo Freire Costa (1989), é só em 1886 que o ensino começa para os médicos, no momento que um generalista, Nuno de Andrade, passa a chefiar o Hospício Dom Pedro II: pela primeira vez os religiosos da Santa Casa deixam a condução. É o mesmo ano da criação da cadeira de Patología Nervosa em Buenos Aires.

Alí, as paredes dos hospícios são derrubadas, mas ninguém tem a idéia de liberação; só desabaram para construir outras paredes mais abrangentes, chegando a ter até 3000 leitos entre os hospícios masculino e feminino de Buenos Aires. As primeiras reformas do Hospício das Mercedes foram feitas na década de 1870, en na seguinte até o final do século, varias vezes foi acrescentado o Hospício Nacional de Alienadas (Ingenieros, 1917), com os decretos e o dinheiro liberado do governo de Buenos Aires. Naqueles útlimos anos do século tem vários projetos de lei do legislador Montes de Oca que ainda não são implementados.

No Brasil, no ano 1903 é emitido o decreto 1132, constituindo-se uma Lei Federal de Assistência aos Alienados (Teixeira, 1998). Agora a jurisdição é nacional.
Como volta isso para a geografia? Quais são as consequências para as psiquiatrias brasileira e argentina? A primeira mudança daquelas práticas e tendências tão instaladas nos dois países, pode ser a virada de uma psiquiatria francesa clássica a outra tendência européia asilar, a alemã. No Brasil é Juliano Moreira quem quebra a continuidade do legado de Teixeira Brandão (de influência francesa) para passar as clasificações que vinham da Alemanha. Na Argentina, o inicio da abertura pela escola alemã fica bem claro com os primeiros laboratórios de anatomia patológica, que ficavam dentro dos hospícios.

De todas estas casualidades entre Brasil e Argentina, ninguém pode arriscar que ter sido por um contato dos dois países num nível académico nem político. No principio do Século XIX, não tinha uma troca de idéias no plano acadêmico. Porém, a evolução das psiquiatrias é tão semelhante que chama a atenção. Tal vez isso aconteceu pela situação dos países, por estar olhando para Europa geograficamente tanto como em questões culturais e académicas. A herança européia pode ser a principal causa da semelhança entre os dois sistemas de tratamento da loucura.

Tem uma demora a apropriação do conhecimento para uma elaboração local?